STRANGER THINGS

09:44:00

Não sou alucinada por series. Hoje o normal é você acompanhar 20 series, saber todos os detalhes de cada personagem e sempre estar reclamando nas redes sociais que está atrasado em mais de 5 capítulos. Muitas vezes me sinto pressionada a me atualizar, logo sou coagida a assistir o que todos estão acompanhando. Inúmeras vezes a missão não deu certo. Eu não gostava do enredo, das personagens, e logo no segundo episódio parava por ali mesmo. Mas, com Stranger Things foi diferente.

Quando a série é boa, na minha opinião, ela não necessita ser rebuscada. Se me fizer chorar de emoção, já viro fã no ato. Com Stranger Things, isso aconteceu. Mas claro que não ignorei os outros elementos que compõe a série. Os figurinos e a trilha sonora dos anos 80 além do enredo, foram fatores que também me chamaram atenção.

A história se passa em uma cidade no interior dos Estados Unidos, Hawkins, nos anos 80 e conta a história do sumiço de Will (Noah Schnapp) filho de Joyce (Winona Ryder) e o aparecimento, no mesmo dia, de Eleven (Millie Bobby Brown), uma garotinha com poderes sobrenaturais. Depois do sumiço de Will, seu irmão, sua mãe, seus 3 melhores amigos, Dustin (Gaten Matarazzo), Mike (Finn Wolfhard) e Lucas (Caleb McLaughlin), conhecidos por serem “estranhos”, na escola que frequentam, e um Chefe de Polícia (David Harbour) começam a investigar o desaparecimento do garoto, e acabam descobrindo um mundo paralelo e experimentos secretos do governo.





A mensagem principal da série, para mim, foi a de que o amor e crenças semelhantes, consegue unir as pessoas. O amor por Will, acaba criando um laço admirável entre Mike, Lucas, Dustin e a recém integrante do grupo, Eleven. O amor da mãe de Will, Joyce, faz com que ela não tenha medo de se passar por louca e nem por acreditar no seu ideal, a de que seu filho está vivo, apesar do sumiço. E até do policial, Jim Hopper, movido pelo seu ímpeto de investigador e por lembranças familiares, acaba cativando ao público, pela sua força de vontade de encontrar Will, como se a busca também ajudasse a encontrar si próprio.

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Há também romance, formado pelo trio da irmã de Mike, Nancy (Natalia Dyer), Charlie (Charlie Heaton) o irmão de Will, e Steve (Joe Keery). Que traz a menina indecisa, que se apaixona pelo playboy da escola, enquanto um menino menos popular gosta dela. O qual o roteiro trata de desfazer o clichêzão pré-estabelecido e os coloca também em busca de Will.


Um adendo para as encenações das crianças, que são maravilhosas. Nada clichê. São totalmente cativantes, cada qual com sua peculiaridade. Mike é o garoto fofo, Dustin o engraçado e Lucas o implicante. Joyce também atua magnificamente bem, sendo a mãe destemida que aceita ir até mesmo onde não tem conhecimento, em busca de seu filho. Sem falar no desempenho da personagem "El", garota que emite sua força no olhar. Que apesar de ter sido muito maltratada consegue ser dócil e frágil, mas também amarga e extremamente forte, quando quer.

A serie cativa pelo roteiro de suspense/terror, pelos personagens bem construídos, pelo cenário, pelo figurino e o som que tele transporta para a época. Mas acima de tudo, consegue passar uma mensagem muito bonita. A da força que o amor causa em nós seres humanos.


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1 comentários

  1. Gostei do conteúdo, vou adicionar na minha lista de seriados.

    Ps, você escreve bem dona do galinheiro. Kkkkk

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